3 de agosto de 2015

Liberdade para TODOS!

Domingo passado minha mãe foi com os dois netos mais novos (3 e 7 anos) ao zoológico. Durante a semana encontrei com ela e ela se mostrou chateada pelo fato de ser um grande passeio e estar tão mal cuidado, pelo fato da entrada e a recepção serem muito acanhadas e desorganizadas, pelo fato das jaulas estarem mal conservadas, parecendo até que tinha poucos animais... e ele até usou o argumento de que  em outras cidades do mundo o zoológico é uma grande atração e são bem conservados...

Eu também sempre achei o zoológico um super passeio, levei minha filha várias vezes, e eu mesmo adorava poder presenciar de perto a força e a escala incomum dos animais, ver de perto um rinoceronte, uma girafa, um hipopótamo, bisões... mas isto foi antes de termos consciência de que a nossa vontade de ter esta experiência é uma atitude cruel e egoísta!

Então eu expliquei para minha mãe que os zoológicos estão com os dias contados, que nada hoje justifica se manter animais, em especial os selvagens, em cativeiro, que hoje em dia muita gente pensa assim e que seria até de "mau gosto" se investir para o zoológico ser mais "bonito", e que da mesma forma que aconteceu nos circos, o fim dos zoológicos é uma questão de tempo - ao menos no formato que conhecemos.
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Eu sou criança do tempo que quando você ia ao circo você tinha certeza de encontrar animais treinados fazendo truques ou sendo "domados"... leões, focas, elefantes, ursos, tigres... eu tenho certeza que eu, como criança, não via como aqueles animais eram tristes e "desanimalizados". Eu não tinha consciência da crueldade que meu ingresso patrocinava. 

O falecimento do Orlando Orfei - sinônimo de circo não só no Brasil - e a morte do leão Cecil são dois capítulos desta historia terrível do homem que se acha o "supra-sumo" da criação divina e único ser "racional" do planeta (ou do universo ... para os mais humildes).
Não que o Orlando Orfei fosse um cara "do mal" como  o tal dentista caçador que matou o Cecil. O Orlando Orfei era de uma família de circo, com tradição numa atividade que era vista como natural e aceitável até algumas décadas atrás... mas que hoje não é mais! O Cirque du Soleil nos ensinou que circo não é sinônimo "interação com animais selvagens", circo é diversão lúdica, e isto eles sabem fazer como ninguém!
Mesmo criar cães e gatos em cativeiro para "reprodução" e para  "vender" filhotes está se tornando uma coisa de "mau-gosto"

Para os que não acreditam mais no homem, esta é uma prova que o ser humano continua evoluindo, melhorando, se aperfeiçoando...

E vc? Que outras provas vê que estamos melhorando como Homens Sapiens e Mulheres Sapiens?


28 de julho de 2015

os detalhes...


... eu sou vegetariano e faço bife, franguinho, estrogonofe, carne seca, hambúrguer.... e nem sabia que era prova de amor... rsrsr

E vc? Que provas de amor oferece?

24 de julho de 2015

Catarse Coletiva

Eu, vou confessar, adoro esta época "da internet" que estamos vivendo.... de certa forma eu acho que estamos a caminho de uma "humanidade 2.0". 

Poder entrar num computador e ter acesso a informações de vários cantos da terra, muitas vezes sem entender a língua destes vizinhos distantes (obrigado google translator) é incrível. Conhecer idéias e pessoas, compartilhar, opinar.... a blogosfera, o "facebruik" e outras redes sociais são incríveis..
Eu  compartilho ideias com o Stephen Hawking, com o Muhamad Yunnus, com o Fernando Henrique e outros, que nem sabem que eu existo! Mas eu estou lá, na lista de "amigos" dele... em nenhum livro de ficção que li em minha vida isto era sugerido... na vida real fomos além da ficção em muitos aspectos...
Sem dúvida os conceitos de amizade, de comunidade, de ajuda, de conhecimento, tudo isto está mudando. Sem dúvida existe muita porcaria compartilhada, muita violência e intolerância, muito mimimi e muita coisa falsa... mas os aspectos positivos superam em muito os negativos...

A CORRENTE DO BEM
O crowdfunding é uma destas experiências - e vivências - que só a web pode proporcionar. Ele nada mais é do que a famosa "vaquinha" entre amigos, para ajudar alguém a tirar um sonho do papel... só que é uma vaquinha "planetária" ou, no mínimo, muito além dos limites territoriais de quem precisa de apoio... O "financiamento de uma multidão", o financiamento coletivo, permite a você participar, apoiar, de ideias incriveis. Você pode ajudar uma dupla que quer contar histórias e sensibilizar crianças por todo o pais para a questão da preservação ambiental, você pode ajudar um equipe que quer fornecer EPIs para catadores de rua, você pode ajudar a tirar do papel um livro sobre adoção, ou um livro que fala de uma princesa negra que se apaixona pela sua costureira... (os últimos que apoiei...)
E vc pode ajudar, com 10 reais, com 20 reais, alguns até mesmo com uma palavra de apoio se não tiver a grana... para alguns apoios você pode receber algo em troca, como quando você ajuda alguém a organizar uma festa e também é convidado, mas a ideia é a mesma! 
Você ajuda e fica torcendo para dar certo, para sair do papel, para eles atingirem as metas, aliás, vc passa a participar como se fosse um projeto seu... 

Eu acho isto incrível, ajudar alguém, sem saber direito quem é , sem precisar de nada em troco... é o exercício da generosidade globalizado! O site de que eu participo se chama CATARSE, que parece bem sério e honesto, mas eu sei que existem outros... Se vc achou interessante dá uma olhadinha, tem muita coisa legal... Aliás CATARSE é um nome muito bom, pois é um drama (a falta de recursos para uma boa ideia) que provoca uma mobilização e a solução (purificação) do problema... 

Você conhece este lance de corwdfunding? Que outras iniciativas da internet você acha que nos levarão para a Humanidade 2.0?


22 de julho de 2015

Camiseta para solteiros


Na camiseta: 

PORQUE EU ESTOU SOLTEIRO:

( ) medonho (muito feio)
( ) muito exigente
( ) pinto muito grande, posso matar alguém

enfim, tudo tem uma explicação...


20 de julho de 2015

Nem sempre podemos fazer como Sofia...


Ontem a noite  me aconteceu um episódio interessante...  Uma pessoa que conheci lá pelos idos de 97/98 me re-encontrou... na realidade eu já tinha re-encontrado ele uns três anos atrás, bem depois que eu tinha me separado... .. ele tinha meu contato e me mandou uma mensagem...
Ele foi um cara pelo qual me interessei lá no século passado, um professor, uns 10 anos mais novo que eu, bom de papo, que parecia alma boa. Saímos "um par" de vezes, mas ele não quis engatar nada comigo... #rejeitado! 
Pelo que me lembre (lembrar não é o meu forte) ele tinha uma situação não resolvida com um relacionamento anterior, com idas e vindas, e não tinha espaço para algo novo, no caso eu... Nem tivemos nada mais sério, mal trocamos uns beijos...
Ele entrou em contato porque tinha encontrado uma carta e um cartão que eu tinha dado para ele no meio de uns guardados (eu até tenho medo de fuçar nos meus  guardados!). Na época eu dei de presente para ele a biografia da Clarice Lispector, que tinha sido recém lançada e  que ele curtia.
Conversamos um pouco por mensagem, com a clássica promessa "vamos marcar um café"...

O episódio, com cara de "deja vu", me deu um pequeno "insight" sobre esta questão das escolhas, e eu até comentei com ele... - Imagina como nossas vidas seriam diferentes se tivéssemos feito outras escolhas anos atrás... (se bem que eu estava "alfinetando" o fato que ele não me "escolheu" na época! rsrsrs)
Ele argumentou, e eu concordei, algo como não existirem "escolhas certas e escolhas erradas, pois o importante é o que se aprende com elas" ... foi uma conversa boa e divertida... com ele concluindo que a "vida é como um paciente do CAPS, sempre sendo internada e recebendo alta"

Para mim todo dia exercemos nosso poder de escolha, quase a todo minuto, acordar, sair da cama, comer, comer o que, comprar... mas principalmente precisamos escolher AMAR e NOS DEIXAR SERMOS AMADOS... e isto não só falando de amor entre uma dupla, amor de casal (ou trio ou outra configuração) mas todo dia, a todo momento, escolhemos AMAR e NOS DEIXAR SERMOS AMADOS pelos amigos, por algum colega de trabalho, por nossos pais, filhos e irmãos. E eu penso que AMAR alguém talvez seja mais espontâneo, mas deixar SER AMADO requer um pouco mais de trabalho... e talvez assuste mais...

Talvez assuste porque você sempre ouve Saint Exuperry sussurrando no seu ouvido quando percebe que está, por pouco que seja, impactando a vida de alguém. Talvez assuste porque ás vezes você não pode - ou não quer - retribuir. Talvez assuste porque não nos achamos merecedores daquela forma de amor.
Eu demorei muito para aceitar, ou entender, que eu era uma pessoal "legal", que tinha gente que gostava de mim apenas pelo que eu era, e não pelo que eu fazia pela pessoa, eu demorei para me permitir SER AMADO... mas acho que demorei principalmente porque AMAR é uma coisa muito presente em minha vida, e talvez eu fosse mesquinho em achar que "só eu sabia amar"...
A primeira coisa que começou a me ensinar a ser amado foi a paternidade, mas mesmo assim eu demorei para acreditar que não era um amor só baseado no "cuidado" e "no que eu fazia", demorei a entender que era o mesmo amor que eu sentia... eu me deixei SER AMADO e me tornei um melhor pai.
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Meryl Streep - maravilhosa sempre -
ficou, durante anos, com fama de
"chorona" por causa deste filme!
Mas quem colocou uma "pá de cal" foi mesmo o Mr. Jay, que me ensinou que alguém pode me amar mais do que eu amo a pessoa... como ele sempre faz questão de me dizer, e me provar... Com ele eu aprendi a ME DEIXAR SER AMADO.

Sofia teve que fazer a que pode ser considerada a mais difícil das escolhas, tanto que o nome da personagem virou sinônimo de escolhas difíceis, mas talvez a escolha de SE DEIXAR SER AMADO seja a mais difícil...

E você? Já aprendeu a SE DEIXAR SER AMADO? Ou acha que isto não é uma escolha?


16 de julho de 2015

despedidas e encontros

Você conhece um programa apresentado pela Astrid Fontenelle, veiculado pelo GNT, que se chama CHEGADAS E PARTIDAS? 
No programa ela fica rodando o Aeroporto de Guarulhos e conversa com algumas pessoas que estão se despedindo ou que estão esperando alguém chegar...muitas vezes me emociono com as histórias, com os encontros e despedidas... Não me pergunte em que horário passa, eu não sei, eu pego sempre quando estou zapeando os canais... mas pelo jeito é um programa de sucesso, pois já está na sétima temporada.
Eu acho a ideia muito original, até mesmo divertida, e a Astrid é muito boa na tarefa de criar empatia rapidamente com quem ela pouco - ou nada - conhece, as pessoas se tornam intimas rapidamente, capazes até de revelar segredos em poucos minutos, mas ela já se mostrava uma boa repórter desde os tempos da TV MIX lá na Gazeta... não sei se é um programa ENDEMOL como tantos outros, de quem apenas compraram os direitos, mas a ideia é muito boa! E eles ainda JUDIAM na escolha das músicas, pura maldade!
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Eu sou um cara muito apegado a memórias e lembranças, fico com saudade fácil das pessoas - minha filha por exemplo, está viajando desde o começo do mês e eu estou "tronchinho" de saudades - mas eu nunca passei por um momento de saudades extremas, de quase me desesperar... a não ser de pessoas que morreram... ou de situações que acabaram, um relacionamento por exemplo. Já tive que me despedir de pessoas que iam viajar por um LONGO TEMPO, ou para MUITO LONGE, mas nunca tive que me despedir de uma pessoa que ia embora, ia viajar, para SEMPRE. Talvez por isso, por saber que sempre tem uma volta, ou a possibilidade de uma volta, foi que eu sempre encarei despedidas "de boa". Eu diria que nunca passei por uma despedida que me causou grande dor.
Me parece que estas saudades extremas são mais agudas nos momentos de grande apaixonamento, e o programa mostra bem isto, pois ele sempre "flagra" grandes despedidas e grandes encontros de pessoas que se conhecem a relativamente á pouco tempo, alguns há dias, outros há semanas... mas que demonstram estarem apaixonadíssimas!
Elas parecem lidar com aquilo como uma perda, ou melhor, como um "perder-se"... 
Eu fico curioso para ver como estariam estas pessoas no próximo encontro, ou para saber quanto tempo aquela paixão durou, pois eu sou daqueles que acredita que "paixão de verão não sobe a serra", apesar de eu mesmo ter vivido "um par delas", paixões que não resistiram ao fim de uma fase, e que não passaram do segundo encontro...
Será que existe uma métrica do que seria certo ou errado em termos de saudade? Do que seria exagerado e desmedido? Será que deveria haver uma proporção "aurea" entre o tempo que você conhece a pessoa e o "tanto" de saudades que sente?

E você? Como lida com despedidas? Você já sentiu muita dor numa despedida?

Vejam neste link a história de dois rapazes que o programa flagrou no momento que se despediam...  eu, por exemplo, nunca passei por algo parecido...
Clique AQUI 
ou copie e cole o link: http://gnt.globo.com/programas/chegadas-e-partidas/videos/2984392.htm

E AQUI tem outro, desta vez um encontro entre dois namorados, bem jovens.



13 de julho de 2015

Um amigo precisando de apoio!

Amigos blogueiros e leitores, vamos ajudar um amigo?

Em função do blog eu recebo alguns emails de pessoas que preferem conversar em particular, para comentar coisas que escrevo ou para falar de assuntos pessoais. Esta semana um rapaz de 24 anos, recém formado na faculdade, me escreveu contando um pouco do momento que esta vivendo e pedindo minha opinião - ou sugestão -  do que fazer. 
Na nossa troca de emails eu sugeri publicar o texto dele aqui no blog, pedindo a opinião de outras pessoas. Não porque nenhum de nós vai ter a resposta certa para a vida dele, mas principalmente porque a situação dele é parecida - do ponto de vista das emoções - com situações que muitos de nós vivenciamos em nossas vidas. Então ai vai a história de nosso Amigo:

"Descobri há um tempo que tenho mais afinidades com garotos do que com garotas. Descobri isso no meio de um namoro heterossexual que já dura 8 anos. Nunca tive coragem suficiente para dar um basta nesta situação e isso acabou acarretando algumas traições. Não me pergunte porque nunca assumi isso pra mim mesmo e para os outros, nem eu sei porque. Poderia ter terminado este namoro há um tempo e evitar essa situação que passo hoje.
Em dezembro passado, estava decidido que iria colocar um ponto final no namoro hétero que levo, e tentaria me assumir, pelo menos pra mim mesmo. Mas acabei sendo pego de surpresa por uma gravidez. Sim, vou ser pai. Acredito que no próximo dia dos pais terei um bebe para me alegrar a vida. 
Mas no entanto, sei que embora seja agradável a sensação de ser pai, sinto-me extremamente angustiado, ja que sou gay, e guardo isso pra mim, apenas pra mim. A mãe do meu filho, não tem culpa das minhas opções, portanto, poupo ela desse assunto. Sim, ela não sabe que sou gay. E com toda a pressão de ser pai, acredito que vem por ai um momento complicado pra mim. Terei que tomar uma decisão muito importante que pode influenciar toda a minha vida, a vida da minha namorada e principalmente e a que mais me importa, a vida do meu bebê. OU ASSUMO MINHA NAMORADA COMO UMA ESPOSA PARA CRIAR MEU FILHO, OU ASSUMO MINHA HOMOSSEXUALIDADE.
Sinceramente, tenho me sentido muito angustiado com isso. E se não bastasse, tenho tido um relacionamento extraconjungal com um garoto que muito me atrai.
O que faria no meu lugar?
Acho que para um cara esclarecido sobre este assunto, possa contribuir de alguma forma nos sentimentos que tenho hoje e me ajudar a entendê-los.
Obrigado e forte abraço!"

O que vocês diriam a este Amigo?

10 de julho de 2015

Sagitarianos adoram o WAZE!

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Você sabe o que é o WAZE?  Waze é um aplicativo de terceira geração, que utiliza os princípios do "outsourcing" para facilitar sua vida no transito, lhe indicando caminhos alternativos baseados na colaboração de todos que usam. Ele calcula, usando a posição e a velocidade dos usuários conectados, os caminhos que estão mais livres, ou seja, quanto mais gente usa mais informação ele tem para melhorar o transito.
Ele sempre prioriza o caminha mais rápido, nem sempre o mais curto, porque o algoritmo dele calcula que parado no transito você acaba gastando mais gasolina que rodando um pouco mais. E é ai que ele vira uma delícia para um Sagitariano! Ele faz caminhos que seu cérebro jamais faria!

Porque o Waze é uma delícia para mim? Simples! Porque Sagitarianos detestam rotinas! Um verdadeiro Sagitariano, e meu amigo Renato não vai me deixar mentir sozinho, detesta fazer sempre as mesmas coisas, sempre do mesmo jeito! Eu sou bem sagitariano neste aspecto, quer ver?

- Eu adoro "interpretar" receitas, sempre acho que trocar algum ingrediente, ou acrescentar outros, vai sempre gerar a possibilidade de ficar mais gostoso. Mesmo coisas simples, como um omelete, acho que nunca fiz dois iguais!
- Eu não tenho "combinações perfeitas de roupas", mesmo que alguém diga que aquela gravata ficou ótima com aquela camisa eu vou acabar colocando outra da próxima vez... tem gente que corta o cabelo sempre do mesmo jeito, sempre no mesmo cabeleireiro, imagina se eu faço isto! Eu corto onde for mais fácil e sempre falo para quem esta cortando: "- corta do seu jeito, eu confio no seu trabalho, afinal de contas vc é o cabeleireiro e eu não!"
- Nos caminhos eu sempre achava que um outro caminho "seria melhor" e mesmo quando o Waze sugere algum eu quero "inventar"!
- Horários fixos, e neuróticos, para fazer tudo? No way!
- Comer sempre no mesmo restaurante? sempre o mesmo prato? QUE MEDO! 
- Nem sexo eu gosto de fazer sempre do mesmo jeito, mesmo que você já saiba direitinho o melhor "caminho" do parceiro, sempre dá para criar um pouco!
E por ai vai...

Que não fique aqui parecendo que estou escrevendo um libelo contra a rotina!  A rotina tem sua importância, para se criar filhos, para se conseguir objetivos, para muita coisa a rotina é importante! Mas eu defendo que você pode ter uma "rotina criativa" muitas vezes, não seguir a rotina apenas pela rotina!  Ter horário para comer é importante, mas ele pode atrasar se o papo estiver interessante ou para comer algo diferente...

E você? Gosta de fazer tudo sempre igual? Como é sua relação com a rotina?



7 de julho de 2015

o blog do simplório....

Resultado de imagem para coisas simplesÁs vezes eu releio meus posts e acho muitos deles tão... simplórios... Fico até pensando o quanto "desinteressantes" eles devem ser para muita gente! ficar falando sobre contar ou não que é gay para a empregadafalar que acha dificil ser ético?  Coisas pessoais e irrelevantes para o mundo... a quem isto pode interessar?
Talvez eu seja apenas mais um dos simplórios citados pelo Ed Motta

Se bem que quando chamo meus posts, meu blog, de simplórios, estou usando o melhor sentido da palavra, estou dizendo que eles abordam assuntos muitos simples, ás vezes tolos, alguns francamente ingênuos, com pouca ambição, de pouca profundidade... 

Há alguns anos eu li um livro que me impactou bastante, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes do filósofo Comte-Sponville. Não vou me lembrar literalmente de nenhuma passagem do livro, mas a ideia geral era falar que as virtudes, em especial as chamadas pequenas, são o que nos torna "humanos" e que todas elas habitam dentro de nós, como um planta que pode ter um principio ativo, uma propriedade farmacológica, que pode curar alguma doença, mas que só pode faze-lo depois de ser descoberta, estudada e pesquisada. Mas a mesma planta que salva também pode envenenar, as mesmas virtudes que nos tornam humanos podem nos desumanizar. Isto pode valer para a generosidade, para a temperança, para a fidelidade, a boa-fé e tantas outras Grandes Virtudes.

Eu sou uma pessoa de riso fácil, sou capaz de rir de minhas vicissitudes sem muito esforço, sou uma pessoa que encara a vida com leveza na maioria do tempo, eu não me acho grande sabedor de muita coisa, aliás eu adoro descobrir que sou "ignorante" em alguma coisa e fico verdadeiramente entusiasmado quando aprendo algo ... sou um cara que confia nas pessoas por princípio, me considero um cara generoso, e que gosta de coisas ditas tolas e simples, meio crianção, as vezes aparvalhado e atrapalhado, enfim, eu sou um simplório!
Mas não foi sempre assim, em muitas situações, durante um bom tempo, eu me achava a tal da "grande porcaria", o "cara" que ia fazer e acontecer, o "tal" que tinha importância extrema... mas fui aprendendo que aquilo era uma defesa - ou um ataque - porque eu achava que o simplório não seria aceito, porque não era "legal", "sofisticado" e "enturmado" ... e eu me achar melhor que os outros era uma verdadeira proteção.. foi com o tempo que aceitei minha essência, minhas tolices, meu background, como algo positivo, essencial para mim. Mas pelo que sei isto também não tem nada de extraordinário, faz parte da dinâmica do envelhecimento, todo mundo descobre, e aceita, sua essência com o tempo.

E não teria como meu blog não refletir isto... Eu sei que tem amigos - pessoas legais e que gostam de mim - que vão dizer que o que escrevo é importante... e eu concordo! Elas são importantes para mim! Se bem que, em  minha defesa, eu poderia citar uma frase atribuída e Leornado da Vinci: "A simplicidade é o último grau de sofisticação".



E você? Se considera um simplório? Ou quer passar longe disto?