25 de março de 2015

para não dizer que não falei... DO BEIJO GAY....


Eu não sou um grande "assistidor" de novela, mas tenho acompanhado BABILÔNIA... o beijo de Fernanda Montenegro e Natalia Timberg logo no primeiro capitulo me deixou verdadeiramente surpreso e confiante na mudança de algumas coisas!

A polêmica anterior - "Felix vai beijar ou não?" - mobilizou muita gente e muita opinião, e no final teve o beijo! Mas nesta novela nem teve polêmica, já começou com o beijo, sem concessões, sem discussões... agora o Marcos "in"Feliciano quer boicotar até a Natura, por patrocinar a novela...
Tenho me divertido muito com os posts, no facebook e em blogs, contra-argumentando a teoria de que "ver beijo gay na novela" vai "abalar a família" e fazer as crianças "virarem gays".. Os melhores dizem "NÃO ASSISTA A NOVELA". Ponto!
Outros argumentam que está na hora de pararmos de falar em beijo gay, beijo lésbico, pois não falamos em beijo gordo, beijo velho...
Vai ter gente virando ninfomaniaca (por causa da Glória Pires), prostituta de luxo (por causa do Bruno Galiasso), chantagista (por causa da Adriana Esteves) e barraqueira (por causa da Camila Pitanga que vive dando "barraco"...)
Eu já vi muito beijo hétero na novela, e nem por isto virei hétero... 

Eu estou achando tudo lindo, não só por mostrar uma duradoura relação, como por mostrar o amor na maturidade. Eu acho lindo cada vez que a Fernanda Torres fala : "Eu faço tudo para ver minha mulher feliz"! Me identifico muito com isto!

E pelo que sei, ainda vamos ter outros casais gays na trama! Que venham os beijos!

Neste mundinho de meu Deus a gente é chamado a ter opinião sobre tudo! Qual sua opinião sobre o beijo?

19 de março de 2015

Vote contra o Estatuto da Família!

Repassando:

"Atenção de todos pra essa votação online
A Câmara dos deputados está promovendo uma enquete querendo saber se:
"Você concorda com a definição de família como núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, prevista no projeto que cria o Estatuto da Família? "
Infelizmente o SIM está ganhando! Divulguem o máximo que puderem!
Clique AQUI e vote!
Votem no NÃO!!
REPASSEM para os contatos, precisamos votar no NÃO!!"

12 de março de 2015

Blame on me!

Resultado de imagem para o mais importante não é resolver um problema, é achar um culpadoEu trabalhei por alguns anos numa empresa cujo lema de diretoria parecia ser : " O mais importante não é resolver o problema! É achar um culpado!". Ou seja, quando havia alguma situação não programada o esforço primeiro era em descobrir quem fez "algo errado" que "deixou" que aquilo acontecesse...e  isso era muito difícil para mim, tanto que acabei saindo...

Com relação á homossexualidade existem muitas situações em que o rapaz (ou a moça) que se percebe "diferente" se sinta culpado, culpado de não controlar suas emoções e sensações, culpado por ser a vergonha da família, culpado de envergonhar a família e decepcionar os pais...

Mas também é muito comum, que os pais, quando descobrem que os filhos ou filhas são homossexuais,  sintam que fizeram "algo errado" ou que "deviam ter feito algo" para que isto não acontecesse, isto parece ser particularmente grave para as mães, que sempre se sentem culpadas, e são culpadas pelos pais, de terem feito algo errado - você mimou muito este menino! 
A Professora e Militante Edith Modesto fala disto com muita propriedade, e seu livro MÃE SEMPRE SABE mostra todas as fases pelas quais as mães passam (veja AQUI e AQUI). E ela consegue explicar porque isto acontece.

Como pai eu entendo bem este sentimento de "achar que podia ter feito algo melhor", eu experimentei esta sensação em diversas situações, quando eu resolvi que minha filha só faria tratamento homeopático eu sempre achava que podia ter feito melhor quando ela tinha crises de tosse durante a noite e eu não podia usar cânfora ou xarope; quando coloquei ela numa escola de período integral eu achava que poderia ser melhor se ela não ficasse o dia todo a escola; quando eu não insisti para ela praticar a sério um esporte de alto desempenho eu também pensava que ela poderia se beneficiar muito da disciplina exigida pelo esporte de ponta.... ou seja, toda ação traz em si um contraditório, uma outra possibilidade mesmo que fosse de inação!
No papel de pai temos que lidar com isto, decidir pelo bem estar e pelo futuro de alguém que ainda não pode tomar suas próprias decisões! Isto amedronta um pouco não?
E você é sempre cobrado, pela avó, pelos parentes, pelo namorado, pelos amigos, pela professora... que vc não devia ter feito deste jeito, deveria ter feito deste outro jeito, porque opinião é que nem _ ´_ , cada um tem o seu!

Mas há algumas semanas eu fui cobrado... pela filha! 
CUMA? Como é que é?
Ela ainda não tinha sido aprovada na USP e achava que não ia passar, e conversávamos sobre a indisciplina dela para estudar, como ela tem dificuldade de organizar o tempo e perseguir metas de estudo - sendo sempre muito dispersa- quando ela virou para mim e disse "você deveria ter me cobrado mais e sido mais exigente! eu jamais vou colocar meu filho no colégio que eu estudei, você deveria ter me colocado em outro colégio mais puxado"

Como é que é? Eu fiz tudo errado?

Mesmo eu achando o argumento dela estapafúrdio - pois ela estava querendo achar um culpado por ela ser indisciplinada - eu confesso que dei um pouco de razão para ela, eu pensei se eu podia ter feito "algo melhor". 
Eu realmente assumi a postura de não cobrar muito e deixar ela experimentar as consequências de seus atos - não estudar muito ao longo do ano e ter que se esfolar para passar nos últimos dois bimestres - se bem que ela sempre passou direto(com notas ridículas na minha opinião) e nunca ficou sequer de recuperação. Não ficar neurótico com as notas (com eu era comigo mesmo quando jovem) e deixar ela assumir as consequências foram decisões minhas, que ela estava me dizendo, na lata, que eu podia 'ter feito melhor".

Eu confesso que o meu planejamento foi sempre para ERRAR MENOS e nunca de acertar 100%!

Do mesmo jeito que as mães, sem necessariamente serem "yiddish mom", tem um jeito especial (e eventualmente maquiavélico) de fazer com que seus filhos se sintam culpados, por elas mesmas sem sentirem erradas, os filhos também conseguem fazer com que os pais se sintam culpados, por serem desta ou daquela forma! Eu achei isto muito divertido! fiquei rindo  com a estória e contei para muita gente!
Wood Allen já contou esta estória muitas vezes,
 clique no link da yiddish mom que coloquei acima 
e veja um texto muito engraçado de Eva Lazar!


Blame on me sweetheart! Eu fiz o que pude! O meu melhor! E continuo fazendo! Beijinho no  ombro!

Filhos não vem com manual, filhos não vem com gráficos e nem tabelas, filhos não são notas promissórias garantidas para descontar, filhos são safaris sem mapas, são aventuras em cavernas escuras! Se eu tivesse 20 filhos mesmo assim ainda saberia pouco sobre estes seres!

Mas é uma aventura incrível, eu recomendo! É delicioso poder se perder sem manual, eu aprendi muito mais sobre ser filho - e que porre de filho eu sou - quando me tornei pai! 

E me diga você... de quem é a culpa por você ser como é?


3 de março de 2015

Qual a diferença de um relacionamento hétero e de um relacionamento homo?


Diferença? NENHUMA! 

Como sabem eu faço parte de um grupo de Pais Homossexuais (HOMOPATER). Este grupo, além de encontros presenciais, mantém um grupo virtual de discussão muito rico, sempre com discussões interessantes e temas palpitantes (que todo mundo quer dar palpite)  Como este grupo é formado majoritariamente por pais que viveram um casamento heterossexual, e como sempre tem pessoas novas entrando, alguns assuntos são recorrentes, mas mesmo alguns assuntos se repetindo eles sempre são tratados de maneira diferente, principalmente porque são discutidos por pessoas diferentes em momentos diferentes... São homens que "eram" heterossexuais e "viraram" homossexuais. São homens que tem que reconstruir suas fés e crenças, são homens que tem que reconstruir uma identidade.

Um assunto recente foi o questionamento de um participante que disse que "ainda não sabia se relacionar com um outro homem, pois, todos sabem, relacionamentos entre homens são diferentes dos relacionamentos de homens e mulheres!"

A princípio eu concordo com ele, homens e mulheres são diferentes! Homens tem pinto, mulheres tem vagina, homens tem barba, mulheres (exceto Frida) não, homens são brutos, mulheres delicadas, homens são práticos, mulheres amorosas... ou seja, um relacionamento entre um homem e uma mulher é diferente de um relacionamento entre dois homens! COM CERTEZA!
Só que, a meu ver, esta é uma analise simplista pois eu sei que dois relacionamentos não são iguais, um relacionamento entre uma mulher e um homem não é o mesmo que o relacionamento entre outro homem e outra mulher, ou seja, não existem dois relacionamentos iguais! Não existem modelos para serem seguidos entre um homem e uma mulher (se fizer assim vai dar certo!), entre um homem caucasiano e uma mulher negra, entre um homem nordestino e uma mulher carioca, entre um cara baixinho e uma mulher alta, entre um homem e outro homem, não existem dois relacionamentos iguais!

Tem muita gente que acha que os gays tem que "inventar" um novo modelo de relacionamento, um novo padrão, distante do padrão hétero, para não imitar, ou como dizem "simular" um casamento hétero. Falam que relacionamento aberto seria bom porque dois "bodes soltos" pastam melhor... Outros falam de relacionamento poliamoroso, e até mesmo que homens nem devem ter relacionamento... mas não se engane, todos querem sugerir um padrão para saber quem está "certo" e quem está "errado", para normatizar... principalmente porque a gente está sempre querendo fazer a coisa certa para ser aceito, para se sentir normal! E nada mais anormal - e deliciosamente anárquico - que não seguir um padrão!

Quando a gente entende isto é que começa a conseguir verdadeiramente se relacionar com alguém, quando descobre que não tem padrão, que o OUTRO é único e tudo que vc viver com ele vai ser único, vc descobre que não deve ter o objetivo de encaixar ele no seu padrão... você deixa as coisas acontecerem... é claro que eu sei que um relacionamento homossexual enfrenta questões que um casamento hetero não enfrenta, mas eu estou falando de sentimento, de coração, e isto sempre é diferente!

E ai? Qual o seu padrão de relacionamento gay?


27 de fevereiro de 2015

A Lógica da Vida Longa e Próspera



Faz uns 5 minutos fiquei sabendo da morte do Mr. Spock (a.k.a. Leonard Nimoy). Ele tinha 83 anos e morreu em decorrência da DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) apesar se ter parado de fumar há mais de 30 anos o fumo cobrou seu preço...

Star Trek fez parte de minha infância e posso até dizer que faz um pouco "parte do que sou". Realmente na década de 60 nós acreditávamos piamente que estaríamos viajando rumo aos espaço sideral em 50 anos - apesar da série original se passar no século XXIII.
Para quem não conhece (será que tem alguém?) o personagem Mr. Spock era do Planeta Vulcano, um planeta muito mais "evoluído" que a Terra onde as pessoas tinham aprendido a viver SEM EMOÇÕES ao longo dos séculos e milênios. Os vulcanos se orientam pela LÓGICA, se algo era ilógico não deveria estar certo, não deveria ser feito. A questão é que o Spock era um "mestiço", ele era filho de um vulcano e de uma terráquea e esta mestiçagem era fonte constante de seus conflitos internos, pois ele, mais do que outros vulcanos, tinha que aprender a controlar suas emoções que volta e meia afloravam, e ele era inclusive discriminado em seu planeta natal em função disto. 

Mr. Spock é uma maravilhosa metáfora do que tanto desejamos: tomar decisões certas, baseadas em fatos, decisões lógicas, na "batata"...  mas que não conseguimos pois somos constantemente bombardeados por nossas emoções e nosso ego... Eu, na classe evolutiva dos Vulcanos, sou praticamente um organismo unicelular (ameba), pois a grande maioria das decisões que tomei durante anos e anos foram guiadas principalmente pelas emoções... E toda vez que eu tomava uma decisão baseada nas emoções e me F- - - -  tinha algo lá dentro que me lembrava que eu deveria ter sido mais racional, mais lógico, mas só depois.
Eu devo confessar que tem um componente anárquico e delicioso em fazer isto, em deixar as emoções guiarem, de certa forma parece que a coisa "certa" a se fazer é seguir suas emoções, mesmo que dê tudo errado... além do que sempre é um certo alívio responsabilizar o meu jeito "exagerado" e passional quando dá M- - - - !
Atualmente, em função da idade que trouxe aprendizado, eu tenho conseguido ponderar um pouco mais minhas decisões, não sem temperá-las com emoção, mas de certa forma eu tenho tomado decisões mais lógicas nos últimos anos, talvez eu tenha subido na escala evolutiva vulcana, mas acho que aprender mesmo vai acontecer só na próxima "encadernação"
Os vulcanos, provavelmente em função desta maneira de ponderar e não se emocionar em demasia, viviam centenas de anos, sem emoções... o oposto da "vida louca" das emoções... que abrevia a vida de tanta gente!

E você, quanto de VULCANO tem? Que tal ser um VULCANO, fazer tudo com lógica e viver muito?



Vida longa e próspera Leonard Nimoy... as reprises das séries e filmes e as legiões de trekkies vão garantir isto!


21 de fevereiro de 2015

HOPELESS

Cada idioma tem suas palavras que eu considero perfeitas... Hopeless, do idioma inglês, é uma delas... o equivalente em português seria SEM ESPERANÇAS, ou "desesperançoso", mas Hopeless pode ser ás vezes interpretado como "desesperado"...
....vamos concordar, Hopeless é bem mais bonita que "desesperançoso"!
Com os últimos acontecimentos - os escândalos de corrupção, a violência do estado islâmico, o calote eleitoral - eu tenho visto muito gente sem esperanças... mas eu fiquei muito triste e até perplexo quando minha filha exprimiu este sentimento... ela se dizia Hopeless em relação ao ser humano, em relação ao futuro da humanidade, em relação ao Brasil.... dizendo que não valia a pena fazer certas coisas pois - não tinha jeito mesmo!
Eu fiquei triste em ver uma pessoa de pouco mais de 18 anos, que acabou de entrar na faculdade, dizendo que não via muito futuro no país, nas pessoas... mesmo dando um desconto para o espírito crítico dela, eu vi que ela estava falando sério...
Tá certo que eu sou um otimista incorrigível, que sempre vejo o melhor das pessoas, sempre vejo o lado positivo das situações, sempre consigo achar motivos para ter esperanças no ser humano... e isto também não é muito saudável... este excesso de "achar que tudo etá ótimo", mas se eu me sentisse Hopeless eu não sei se conseguiria tocar muita coisa adiante... 
...aliás, sem ter esperanças no futuro como é que se pode pensar em ter filhos?

Eu concordo que a situação atual não é para comemorar, mas como será que as pessoas se sentiam por exemplo, durante a segunda guerra mundial? Eu imagino que em alguns paises havia muitos motivos para não ter esperanças, mas será que as pessoas teriam sobrevivido á guerra e suas atrocidades se não tivessem esperanças? 

Não sei o que é melhor... ser um otimista e acreditar que apesar de tudo as coisas sempre podem melhorar ou ser um realista de não ter esperanças... E você? Hopeless?

Você só se torna desesperançado quando você coloca suas esperanças nas coisas erradas!

17 de fevereiro de 2015

HOMOAFETIVIDADE, HOMOPATERNIDADE E VULNERABILIDADES.

O grupo HOMOPATER, coordenado pela psicologa Vera Moris, que reúne homens homossexuais que tem filhos, se reúne periodicamente para discutir assuntos relacionados ao universo masculino, a paternidade e a homoafetividade.
Se você é homossexual e pai é uma boa oportunidade de refletir sobre muitas questões, toda vez que eu participo eu sempre saio com a cabeça fervilhando!
No próximo dia 21 de FEVEREIRO o tema da reunião será HOMOAFETIVIDADE, HOMOPATERNIDADE E VULNERABILIDADES, e no convite para a reunião ela propõe uma reflexão:

"Ser homossexual, assumir a homossexualidade, pode predispor à fatores de risco?
Muitos enfrentamentos são necessários para não sucumbir ao adoecimento quando um homem percebe que não tem outra saida, que PRECISA ACEITAR SUA ORIENTAÇÃO HOMOSSEXUAL.

Há riscos? O que é necessário conhecer, trabalhar, enfrentar para um fortalecimento e enfrentamento consciente do que pode tornar alguém mais vulnerável e exposto a riscos.
Conhecer nossas fragilidades, limites é falar da exposição ao risco e de vulnerabilidades; é também saber como nos fortalecer."

O grupo será coordenado pela Vera e pelo também psicólogo e especialista em relacionamentos Edson Efendi. Se você tiver interesse em participar entre em contato com a Vera pelo telefone 5581.8141 ou pelo email vemoris@uol.com.br


Mas pensando no assunto.... será que um Homem Gay é mais vulnerável que um Homem Hétero? Vou tentar comparecer á reunião e depois eu conto!

13 de fevereiro de 2015

50 tons... de Rosa


Mr. Jay estava ansioso para assistir ás peripécias da Anastácia e do Christian desde que anunciaram que transformariam o livro em filme.... posto isto, lá estava eu - á princípio de maneira compulsória - para assistir ao primeiro filme da trilogia 50 TONS DE CINZA... fui com o espirito aberto, com um pouquinho de preconceito posto que não li os livros, disposto a me divertir... mas no final foi uma experiência cheia de surpresas!

A primeira surpresa foi saber que os ingressos da estreia esgotaram - em todas as sessões do cinemark - duas semanas antes! Coisa que normalmente só os blockbusters NERD, tipo STAR WARS, conseguem fazer...A outra surpresa foi o foyer (eu sou fino) e a fila... 90% mulheres... mulheres em grupos, histéricas, falando alto...
Conforme as pessoas foram se acomodando era uma algazarra digna de pre-estréia de filme da Xuxa (já fui em uma com a filha pequena, posso falar), foram produzidos centenas de selfies e com certeza dezenas de posts anunciando a presença "dazamigaz" no cinema... muito divertido... eu confesso que estava me sentindo até meio deslocado na fila com o Mr. Jay, meio sem graça, como se estivesse no lugar errado! 
Apesar de eu ter lido sobre o sucesso dos livros eu comecei a perceber que eu tinha subestimado o alcance deste sucesso... que de fato pode ser chamado de fenômeno...
Quando começaram as primeiras cenas as moçoilas da platéia (algumas nem tão moçoilas) quase surtaram! Gritinhos, piadinhas, risadas nervosas...  em algumas cenas, que devem ser momentos chaves do livro, a comoção era maior...nem preciso dizer que a "patuléia" foi a loucura a primeira vez que ele tirou a roupa e mais ainda numa cena rápida onde se pode ver de relance os pelos pubianos (a.k.a. pentelhos) do protagonista! 
Uma verdadeira experiência antropológica... especialmente com a presença de alguns "desavisados ou não" namorados acompanhados de suas escolhidas (como dia a revista CARAS)

A estória já foi contada outras vezes... a menina pobre que encontra um cara rico (riquissimo) que faz de tudo para conquistar a moça humilde (presentes caros) mas que depois, descobre-se, ele tem um lado "negro" (cinza no caso) e a menina abre mão de tudo por seus "princípios". O princípio no caso, da menina estudante de literatura inglesa, é basicamente o romantismo... ela se guardou (em vários sentidos) para seu romance idealizado... dormir juntinhos, passear de mãos dadas...
... com o upgrade do Helicóptero, do Audi, da super suíte de hotel, das roupas caras...que nenhum  ser romântico desde os tempos de "Pretty Woman" ia recusar não é???? 

De novo vemos o embate do amor, da idealização do amor, com a realidade, no caso uma realidade de abandono, de violência na infância, de abuso na juventude... justificando, de certa forma, as atitudes do protagonista, incapaz de amar e se entregar aos sentimentos... algo como .... só gente muito perturbada pode gostar de dominação e submissão... deixando nas estrelinhas que COM CERTEZA o amor vai mudar e transformar este homem e vai salva-lo deste mundo de perdição...
Eu não sou praticante e nem especialista deste tipo de prática sexual, mas acho preconceituoso e hipócrita colocar este véu moral, de novo tentando NORMALIZAR a sociedade, coisa que nós gays entendemos bem, pois sempre somos chamados a sermos normais não é? Você vai ver que o protagonista reforça isto em alguns momentos, a tal normalidade...

Eu gostei do filme e me diverti com tudo que ele movimentou.  E seria chutar cachorro morto lamentar que tradução MATOU a confusão proposital entre GRAY e GREY...Não é um filmasso... os atores até que tem bons desempenhos, com certeza serão convidados para outras produções onde talvez possam ser mais reconhecidos - sem a camada de preconceito que envolve o filme.

Quando acabou eu disse 
- Nossa acho que é um filme pesado (por conta de algumas cenas) para minha filha assistir... 
ao que o Mr. Jay disse algo como
 - "Hello! acorda Alice! O filme é classificado para 16 anos!"

É.... mais uma situação que me fez perceber que eu estou bem mais para o Rosa do que para o Cinza...

E você? Em que lado do degradê você está? Mais para o Cinza ou mais para o Rosa?